quinta-feira, junho 17

Análise – Tate no Yuusha no Nariagari – Episódio 8 – O Escudo das Maldições

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Vamos para mais uma análise do episódio 8 de Tate no Yuusha no Nariagari: O Escudo Amaldiçoado!

O plot foi bem previsível pelo prólogo mostrado no episódio anterior, mas tivemos ótimos elementos durante ele que com certeza surpreendeu bastante gente.

O Escudo da Raiva

Começamos o episódio diretamente de onde paramos, Naofumi e sua party seguindo para o leste, que segundo boatos, precisa muito de remédios por conta de uma praga.

Agora é notável que o protagonista está começando a demonstrar mais seus sentimentos e, na minha visão, começando a voltar para a sua antiga personalidade, mas é evidente que Naofumi ainda não superou seus traumas que presenciamos no inicio do anime. No inicio do episódio vemos ele craftando alguns adornos de metal para Raphtalia e Filo, sendo um presente para suas companheiras – e devo admitir que nesse momento acendeu um flag na minha cabeça e já pensei “vai acontecer alguma coisa com elas esse episódio, certeza”.

Tate no Yuusha traz muitos elementos de RPG, então vamos ver se esses presentes vão se tornar itens uteis em batalha ou não. Curioso pra ver!

Podia ser uma anel, né?

Esse episódio traz um clima mais dark, bem aparente aliás, trazendo cores e uma trilha sonora mais pesada. Naofumi é advertido por dois viajantes que logo a frente iriam encontrar um vilarejo que foi atingido por uma praga e mesmo após serem informados que poderiam morrer, ignoram o aviso e partem diretamente para esse vilarejo.

Ao chegar, Naofumi se depara com uma vila tomada pela praga misteriosa que está matando os moradores. Nosso protagonista logo é reconhecido como o Salvador do Deus Pássaro e o chefe da vila pede que ele salve as pessoas adoecidas. Não de graça, o Herói do Escudo cura todos que estavam afetados pela praga.

Após receber 50 moedas de prata pelos remédios e tratamento ficamos sabendo dos motivos pelos quais essa praga começou a assolar a vila. Algum tempo atrás um dragão vivia na montanha ao lado da vila e Ren, o Herói da Espada, em um ato de bravura matou a criatura, seja pela experiência ou apenas para se  mostrar mesmo, não é revelado o motivo pelo qual ele eliminou a criatura. O fato é que, em primeiro momento, Ren ter matado o dragão foi benéfico para a vila, movimentando o comércio e turismo local, porém com o passar do tempo a carne apodrecida da criatura começou a expelir um veneno tóxico que matava todos que chegavam perto e os ventos que sopravam das montanhas estavam atingindo a vila, causando todo esse transtorno.

Salvador do Deus Pássaro em Ação.

Vemos que o plot do episódio 7 realmente se repetiu, um outro herói fazendo merda e nosso protagonista tendo que limpar a bagunça dele, vai ser interessante como esse pequenos atos irão influenciar no futuro, na relação da sociedade como um todo e os heróis. Muito provavelmente veremos uma virada, onde o Herói do Escudo é o que será  glorificado.

Outro ponto que me agrada bastante nesse anime é o fato de que nem tudo é explicado em seus mínimos detalhes, deixando o telespectador tirar suas próprias conclusões. No caso desse episódio, antes de Naofumi descobrir as causas dessa praga, ele vê um pai chorando em um tumulo e não temos absolutamente nenhuma fala nesse momento, mas  também podemos interpretar que Naofumi decidiu ajudar os moradores com esse problema, pois sentiu uma empatia com a dor desse homem, ressaltando mais uma vez que essa pose fria do protagonista é somente uma fachada.

Sadness and Sorrow.

Após descobrir o motivo pelo qual essa praga está destruindo a vila, Naofumi confronta de forma ríspida o chefe da vila, que o estava agradecendo por curar os doentes. Realmente Naofumi curou os sintomas, mas não a causa da doença e para resolver esse problema de fato, a carne apodrecida do dragão teria que ser removida. Vemos o quão corrupto esse reino é, pois mesmo a vila avisando desses problemas tanto os outros três heróis, que estavam ocupados demais, quanto o Rei não fazem nada para ajudar.

Aquele anti-herói que você respeita.

Naofumi então exige o pagamento que seria dado a coroa para resolver esse problema e parte para as montanhas para se livrar da carne podre do dragão. A pedido de Filo os protagonistas sobem a montanha levando a carruagem e toda a bagagem que costumam levar, inclusive as comidas. O que acaba por ser bem útil, pois conseguiram atravessar por diversas criaturas apenas as atropelando.

Ao chegar no local da carcaça do dragão Naofumi e Raphtalia sentem tanta náusea que os fazem perder a fome, o que não é um problema para Filo, que sente fome ao olhar para a criatura morta e come todo o estoque de frutinhas vermelhas que levaram com eles.

Antes que pudessem tocar no dragão morto para limpar a área o mesmo acorda ou devo dizer revive do nada, se tornando um dragão zumbi – ok, por essa realmente ninguém esperava – estava curioso desde o episódio passado para ver como seria essa aventura, mas em nenhum momento imaginei que veríamos um dragão zumbi, de fato não sei bem o que estava esperando, mas ver o dragão revivendo daquela forma foi algo bem legal.

Dragão Negro de Olhos Vermelhos?

Ok ok, ele reviveu em um momento muito oportuno, né? Mas vejo isso apenas como um recurso para dar continuidade na aventura, estamos em uma ficção medieval, não quero ficar exigindo explicação e sentido em cada elemento apresentado.

Vamos então ao clímax do episódio!

Particularmente gostei dessa cena de ação, boa animação e um bom desenrolar de acontecimentos. Filo, por não gostar de dragões, parte para cima da criatura sem pensar e contra a vontade de Naofumi, o que obriga a party a lutar. Mesmo o inimigo sendo muito forte para os três, Filo parece dar conta do adversário em primeiro momento e o Herói do Escudo sempre agindo como a defesa e suporte da demi-humana e da Filolial. Naofumi e Filo conseguem dar conta do gás tóxico emitido pelo zumbi, porém Raphtalia começa a ser afetada fortemente por ela, o que obriga o recuo da equipe.

Melhor que chocobo

Em um momento de distração Filo acaba sendo engolida pelo dragão e nesse momento jorra um sangue muito “safado” pra todo lugar. Realmente não achei que iriam matar a nova companheira de Naofumi, porém no momento fiquei curioso de como as coisas iriam seguir. Tomado pela raiva, o Herói do Escudo finalmente revela o poder demoníaco oculto que foi apresentado alguns episódios atrás: A Série de Maldições – Versão Escudo da Fúria.

Me engana que eu gosto.

Ao que parece, o gatilho para liberar esse poder são os sentimentos negativos liberados pelo protagonista. Ao desbloquear o Escudo da Fúria, Naofumi não se lembra somente da “morte” de Filo, mas também de todos as frustrações passadas e das pessoas que ele odeia, como os outros heróis, o Rei e a Princesa. Agora com o Herói do Escudo full pistola, ele parte sozinho para derrotar o dragão.

Ver nosso protagonista completamente overpower foi realmente algo legal de se ver. Apesar de não saber como ele vai controlar esse poder ou se vai conseguir controla-lo, ver que com certeza o Escudo é o herói mais poderoso é tudo que queremos ver. Naofumi perde a consciência ao utilizar esse poder, afetando Raphtalia que estava logo atrás e, ao que parece, entrando nesse modo o herói começa a liberar diversas maldições que afetam as pessoas ao seu redor .

O Escudo da Fúria.

Antes que Naofumi consiga derrotar o dragão, Raphtalia entra na briga impedindo que nosso protagonista perca a direção de vez. Ao voltar a si ele percebe que havia perdido totalmente o controle e mais, percebe que seu poder havia machucado a demi-humana e sua habilidade de cura não estava funcionando nela. Naofumi realiza que precisa desse novo poder para conseguir derrotar o dragão, mas sabe que pode matar Raphtalia se o fizer. Eis que Filo ressurge das cinzas.

Antes que nosso protagonista consiga tomar uma decisão entre usar ou não o poder novamente, Filo reaparece rasgando as vísceras da fera. Ao ser engolida a filolial vomita as frutas vermelhas que havia comido logo antes da briga, que parece sangue. Ok, mais um recurso da história para dar continuidade na aventura.

E assim esse cena de ação épica de termina: Filo matando o dragão praticamente sozinha e o novo poder de Naofumi trazendo mais mistérios. Os três conseguem dar um jeito na carne apodrecida do dragão, resolvendo o problema central do episódio e logo retornam para a vila.

Raphtalia volta da quest com uma maldição bem forte, que só poderia ser curada em uma cidade grande com uma igreja. Agora Naofumi precisará lidar com esse novo obstaculo e ainda com a culpa de ser o responsável por quase matar suas duas companheiras. O herói recebe de Filo um cristal roxo que foi pego dentro do dragão e ao deixar o escudo absorve-lo ele adquire uma nova habilidade, que ainda não pode ser usado, pois o nível dela é muito alta, mas já é uma pista de como curar a demi-humana.

Essa família *-*

9.0 Excelente

O oitavo episódio consegue retornar àquela euforia do começo da história. O ponto forte desse anime são os mistérios que a história vão jogando e isso é o que prende a audiência. Os últimos episódios serviram para entrosar os personagens, o que não é de todo mal, mas realmente ver o andamento da história é o que torna Tate no Yuusha tão bom.

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  • Nota dos usuários (5 Votes) 9.8
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Sobre o autor

22 anos, formado em Propaganda e Marketing. Assistente de Conta em uma Agência de Publicidade. São Paulo - SP. Apreciador da cultura nipônica, além dos animes e mangás tenho vários hobbies como fotografia, escrever e games. PLUS ULTRA!

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