terça-feira, outubro 22

Afinal, Capitã Marvel é ou não um bom filme? – Crítica sincera

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Desde seu lançamento, Capitã Marvel vem quebrando diversos recordes do MCU. Recordes como filme protagonizado por uma mulher com maior bilheteria de estreia, melhor pré-venda, filme com maior público em um único dia, dentre outros.

Embora uma aparente reação inicial de desprezo por parte de uma comunidade menos adepta a recentes discursos da atriz Brie Larson, o filme tem se saído muito bem, e não é atoa: é um filme bastante carismático.

Carol Danvers (Brie Larson) é uma ex-agente da Força Aérea norte-americana, que, sem se lembrar de sua vida na Terra, é recrutada pelos Kree para fazer parte de seu exército de elite. Inimiga declarada dos Skrull, ela acaba voltando ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos metaformos, e assim vai acabar descobrindo a verdade sobre si, com a ajuda do agente Nick Fury (Samuel L. Jackson) e da gata Goose.
 

Enquanto assistia o longa, fui criando empatia com os personagens totalmente novos, com Fury, e também o “novato”. Um bom trabalho de desenvolvimento foi o que causou isso.

A princípio, alguns críticos definiram o filme como fraco, mas, em minha opinião, o motivo disso é por eles estarem esperando uma sequência como a de Vingadores: Guerra Infinita, algo que claramente não iríamos ver, afinal o filme é de origem, é um prequel do MCU, aos moldes de Capitão América.

Mas sim, o filme não é perfeito. Desde coisas sem sentido, como um membro dos Skrulls sendo deixado pra trás sem motivo, até a constante fixação de Fury por um gato aleatório, são coisas que causam uma quebra de clima, em certos momentos.

Sobre essa última, vi algumas críticas a respeito, que diziam que o personagem estava “idiotalizado”, apenas para criar um alívio cômico, e que isso é ruim.

Eu concordo com esse argumento até certo ponto, mas de forma alguma vejo isso como ruim. O cinema, e seus personagens não devem ser representações fidedignas do ser humano. O que menos quero ver na Marvel são personagens com preocupações a respeito de boletos ou de uma mancha na perna esquerda.

Reações exageradas, fixações que às vezes são até sem sentido, e coisas do tipo, são algo totalmente positivo para mim. Isso cria personagens únicos, além de realmente nos trazer uma dose de humor. Do contrário teríamos um universo mais dark, o que parece não estar dando muito certo no vizinho.

Sobre o problema e sua solução, confesso que achei bem forçado tudo se resolver de forma tão “simples”, mas entendo que isso é devido ao imenso poder da protagonista, agora libertado. Mas como um fã de animes, sempre prefiro ver o personagem aprendendo a controlar esses seus poderes, e não o usando em sua total eficiência desde o princípio. Mas afinal, quem disse que ela de fato o está usando em sua total eficiência, não é mesmo? 

Agora, em Ultimato, a personagem terá mais de 20 anos de experiência com esses poderes. Será que ela terá um controle maior sobre eles?

Mas não é só Brie Larson que brilha no filme. Algumas referências a Stan Lee, criador de diversos personagens da Marvel, são feitas, afinal ele faleceu recentemente. Embora seja comum ele aparecer em todos os filmes do MCU (e às vezes até fora dele), dessa vez tivemos até mesmo a abertura com o logotipo da Marvel referenciando o “One-Above-All”.

Ele também aparece numa cena de metrô, o que me causou estranheza pois o ele estava velho, e o filme se passa nos anos 90, mas me lembrei de que Stan Lee já era velho mesmo nessa época, afinal ele foi mordido por um velho radioativo, e ganhou os poderes de ser sempre velho durante sua vida.

Brincadeiras a parte, as cenas são muito emocionantes, e Stan Lee sempre será lembrado por nós, é isso que desejo. Espero que ele tenha suas participações, mesmo que em CG, em futuros filmes do MCU.

7.5 Bom

Capitã Marvel não é ruim, como muitos disseram. Seu roteiro não apresenta uma história de nos fazer sair do cinema chocados, como em Guerra Infinita, mas isso, pelo menos por mim, já era esperado. É um filme que complementa o MCU, que nos mostra todo o poder de uma heroína clássica, e abre portas para toda uma nova geração da Marvel nos cinemas.

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Sobre o autor

Jean Virginio Rocha, 22 anos, formado em design gráfico, trabalhando como programador front-end. São Paulo - SP. Como um amante da cultura pop e principalmente de animes, resolvi criar o Pixel Nerd para expôr minhas opiniões e comentar as atualidades desse maravilhoso universo. Myanimelist: https://myanimelist.net/animelist/Kamizero

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