quinta-feira, junho 17

Análise – Umbrella Academy – 1ª temporada – os “X-Men da Netflix”.

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +

Universos de personagens superpoderosos combatendo o mal, lutando por um bem maior e desafiando as leis da física, estão cada vez mais popular nas obras de ficção. Hoje, até mesmo o público casual gosta de assistir um bom filme de herói nos cinemas, discutir teorias e ter seu herói favorito.

Desde os cinemas com o MCU, até os animes e mangás com Boku no Hero ou X-Men, podemos ver histórias sobre figuras icônicas usando poderes especiais para solucionar problemas da sociedade.

Embora sejam muito divertidas, essas obras não tratam com tanta seriedade todos os lados de uma sociedade a partir do momento que existem seres tão poderosos inseridos nela. Veja, o Noturno dos X-Men salvaria muito mais vidas se usasse seu poder para transportar medicamentos para áreas de risco, ou trabalhasse diretamente em zonas de resgate. A Tempestade poderia passar por zonas áridas e ajudar as famílias que não tem acesso a água potável. E mesmo aqueles que não possuem poderes para ajudar a humanidade como um todo, poderiam ser mais úteis e fazer muito mais dinheiro usando seus poderes da maneira certa, como a Mística se fosse uma modelo e/ou atriz.

O fato é que poucas obras abrangem esse tipo de questão, para que se mantenham coesas em utilizar seus personagens super-poderosos apenas como soldados em uma guerra infinita. Sempre é dada uma desculpa, como o preconceito com mutantes.

Há pouco tempo vimos Watchmen, que agora terá uma nova série, onde os personagens vivem num mundo totalmente distópico onde a bondade dos heróis é algo subjetivo a cada um deles. Mas ainda assim a visão desse universo é forçada para que os personagens ajam e sejam os clássicos heróis de quadrinhos.

Tá, mas ai você pergunta: o que tudo isso tem a ver com The Umbrella Academy?

A resposta é simples: ao contrário de todo o resto antes citado, The Umbrella Academy imagina uma sociedade onde os heróis estão de fato inseridos na sociedade, indo desde uma atriz super-star até um drogado qualquer.

A diferença aqui é que, com o passar do tempo, eles se vêem cada vez mais desprezíveis como heróis, e sendo apenas cidadãos com algo a mais.

Baseada na HQ homônima, The Umbrella Academy, de Gerard Way (sim, o vocalista de My Chemical Romance), a série gira em torno do relacionamento entre 7 irmãos, que fazem parte do Umbrella Academy, um grupo de heróis reunidos ainda crianças por Sir Reginald Hargreeves, um milionário excêntrico. No início, é explicado que mais de 40 crianças nasceram no mesmo dia, de mães virgens (ou que pelo menos não realizaram nenhum ato sexual para concebê-los). Essas crianças teriam poderes.

Após algum tempo, Sir Reginald Hargreeves visita cada uma delas, e com um imenso poder de barganha consegue adotar 7.

São elas: Luther, Diego, Allison, Klaus, Número Cinco (nunca recebeu um nome de fato), Ben e Vanya Hargreeves.

Integrantes da Umbrella Academy ainda crianças.

Em diversos momentos a série volta em flashbacks e mostra o relacionamento dos personagens ainda na infância. Dessa forma, pouco a pouco, diversos mistérios são revelados.

Os irmãos são reunidos novamente, após mais de uma década separados, pois seu pai, Sir Reginald Hargreeves (o homem que os “adotou”) morreu. A causa da morte é, de certa forma, um mistério. Luther apresenta desconfiança quanto ao que foi relatado, uma morte natural.

Os personagens agora, mais de uma década depois.

Um dos pontos mais fortes da série está no Número Cinco. Desde a atuação de Aidan Gallagher, até  o desenvolvimento do personagem. Ele é a base para toda a trama.

É muito interessante ver como os diversos poderes são utilizados, mas quando o Número Cinco entra em cena… a série brilha. Desde seu romance com uma manequim de lojas de roupa, até o mistério da organização que o persegue, tudo é muito bem construído. 

E se tem algo em que The Umbrella Academy se apoia é isso. Mistério, suspense, construção e desenvolvimento de enredo.

Em poucos episódios nós já ficamos com diversas indagações sobre a trama. O que aconteceu com Ben, quem supostamente matou Sir Reginald Hargreeves, ou por que Vanya é uma pessoa comum, sem poderes.

Muitos desses mistérios são revelados nos episódios finais, mas não se engane: a série ainda tem muito para dar, ainda mais após a última cena dessa primeira temporada.

Embora tenha algumas discrepâncias com a HQ, a adaptação da Netflix é um sucesso total, não é atoa que ela já foi renovada para segunda temporada.

8.0 Boa

A série consegue nos prender facilmente dentre os vários mistérios que nos são apresentados. Os protagonistas da história são muito bem desenvolvidos, ponto que só deixa a desejar em alguns personagens secundários. Como um todo a série é ótima, e a segunda temporada é esperada.

  • 8
  • Nota dos usuários (0 Votes) 0
Compartilhe:

Sobre o autor

Jean Virginio Rocha, 24 anos, formado em design gráfico, trabalhando como designer e desenvolvedor web. São Paulo. Como um amante da cultura pop e principalmente de animes, resolvi criar o Pixel Nerd para expor minhas opiniões e comentar as atualidades desse maravilhoso universo. Myanimelist: https://myanimelist.net/animelist/Kamizero

1 comentário

  1. Luiz Felipe Rodrigues dos Santos on

    A serie é muito boas , com elementos de combates bem fracos e meio distorcidos, mas com o enredo excelente e uma otima construção de todos os personagem e como cada um deles se posiciona na sociedade e claro suas frustações e alegria.
    E com toda a crtz tem muita coisa para aconter, ainda temos 40 seres super poderos para conhecer

Deixar uma resposta